Alguém ainda duvida que vivemos na era da informação?
Exemplo: estou em Lisboa, publicando isto num site americano que pode ter o seu servidor colocado em qualquer parte do mundo e, à partir do momento em que o texto é publicado, fica acessível à qualquer pessoa em praticamente qualquer parte do mundo.
Esta facilidade na divulgação da informação, esta democratização da informação, acarreta e acarretará muitas mudanças no cenário mundial onde entra também a tão falada globalização. O comentarista de política internacional, Thomas L. Friedman, no seu livro mais recente, O Mundo é Plano, mostra os indícios que provam que o nosso mundo está a tornar-se mais plano a cada dia e menciona dez acontecimentos que contribuíram para que o mundo se tornasse plano. Eles são:
#1 – 9/11/1989 – Quando se derrubaram muros e edificaram janelas
Cai o muro de Berlim e aumenta a distribuição de informação. Começa uma uniformização corporativa à partir democratização da informação. Logo depois surge o Windows permitindo que as pessoas interajam melhor com o PC, aumentando o número de aplicações criadas e aumentando a produtividade empresarial e pessoal.
#2 – 9/9/1995 – Quando a Netscape se torna pública
Abrem-se as portas para a massificação da Internet. O Netscape torna a Internet acessível a todos e ajuda a garantir que os protocolos já existentes (HTTP, FTP, TCP/IP, POP e outros) não seriam monopolizados pela Microsoft ou outra grande corporação. Surgiu também a bolha das dotcom quando muitas empresas começaram a explorar a necessidade de comunicação e distribuir quilômetros de fibra ótica pelo mundo. Depois do estouro da bolha estas fibras foram vendidas muito barato o que facilitou e barateou a comunicação mundial.
#3 – Software de sistematização dos fluxos de trabalho – Vamos almoçar: faça com que a sua aplicação “fale” com a minha aplicação
É uma revolução silenciosa que permite que as aplicações se comuniquem entre si contribuindo ainda mais para que o mundo se torne plano. Uma plataforma global foi criada, em vez de tentar-se manipular o formato das aplicações acabou-se por permitir que elas se entendessem entre si.
Estes três primeiros acontecimentos criaram uma plataforma poderosa que planificou o mundo permitindo que todos se comunicassem. Os seis acontecimentos seguintes representam novas formas de colaboração que fazem uso desta plataforma.
#4 – Open-Sourcing – Comunidades cooperantes auto-organizadas
No open-sourcing ferramentas são desenvolvidas por várias pessoas e ninguém é proprietário da ferramenta. Temos como exemplo o Apache que é usado por dois terços dos servidores de Internet actualmente e esta em constante evolução por ser open source. Enquanto que nos softwares comerciais o código fonte é guardado a sete chaves, nos softwares open source o código está a disponibilidade de quem quiser permitindo que erros sejam detectados e corrigidos rapidamente e permite que o software seja melhorado por qualquer um. O open source disponibiliza gratuitamente muitas ferramentas e desafia as estruturas hierárquicas com um modelo horizontal de inovação. Outros exemplos além do Apache, são o Linux, o Gimp, a Wikipédia, o Mozilla, entre outros.
#5 – Outsourcing – Y2K
Com o famoso bug do milénio, muitas empresas americanas contrataram mão de obra mais barata, na Índia, para fazer o trabalho aborrecido de melhor alterar o ano nas datas de dois dígitos para quatro. Graças aos três primeiros acontecimentos mencionados era possível enviar os programas para serem alterados na própria Índia o que tornava o processo mais barato. Depois de resolvido o problema, o barateamento das comunicações permitiu que esta solução fosse adotada em outras situações o que tornou a Índia, por exemplo, um grande celeiro de massa cinzenta para os EUA.
#6 – Offshoring – Correndo com as gazelas, comendo com os leões
A entrada da China na OMC permitiu que muitas empresas tivessem produtos fabricados lá por um preço baixíssimo barateando os custos de produção e consequentemente aumentando lucros empresariais e reduzindo preços.
#7 – Encadeamento de Abastecimento – Comer Sushi no Arkansas
A automação da comunicação entre as empresas foi facilitada quando o mundo começou a tornar-se plano o que possibilita que as empresas se comuniquem entre si aumentando a qualidade do serviço oferecido, diminuindo preços e facilitando a distribuição das mercadorias. Temos como exemplo a empresa americana Wal-Mart que controla o seu estoque diretamente com o fornecedor, conforme as mercadorias vão sendo vendidas o fornecedor vai adaptando a sua produção e distribuição.
#8 – Insourcing – O que andam a fazer, na realidade, aqueles indivíduos de calções castanhos engraçados
Insourcing é quando uma empresa contrata outra, melhor capacitada, para prestar um serviço necessário. Por exemplo, se você tem um portátil Toshiba, dentro do prazo de garantia, que se avariou, a Toshiba lhe dará instruções para deixar o mesmo numa loja da UPS para que seja reparado. Antigamente a UPS transportava o portátil até uma autorizada da Toshiba para que o mesmo fosse reparado para acelerar o processo, atualmente é a própria UPS que conserta o portátil e o devolve. Outro exemplo, a Nike prefere investir na concepção de ténis, não em cadeias de abastecimento, então melhorou o seu serviço ao contratar alguém com o know-how e a estrutura necessária para fazer a distribuição. Outro detalhe, a UPS fornece serviço para todo tipo de empresa e tenta adequar os preços permitindo que empresas menores tenham a mesma qualidade de serviço das grandes favorecendo ainda mais a planificação do mundo ao democratizar as oportunidades.
#9 – In-Forming – Motores de busca Google, Yahoo! e MSN.
A informação ao alcance de todo o mundo, basta pesquisar na rede. Tente lembrar como era antigamente, quando não existia a Interne, por exemplo, era preciso ir-se as bibliotecas a procura de informações e às vezes era preciso um pouco de sorte para se encontrar rapidamente o que desejava ou ter a sorte de a publicação pretendida estar disponível.
#10 – Os Esteróides – Digitais, Móveis, Pessoais e Virtuais.
As comunicações sem fios, os telefones celulares, iPods, PDAs e outras ferramentas do mesmo estilo nos mantém em contato com o mundo e com todos o tempo inteiro. O celular deixa de ser a cada um simples telefone para incorporar novas funções e características. No Japão, os jovens utilizam o PC no escritório e os celulares e apoiam o estilo de vida pessoal no celular. A informação disponíveis aos jovens japonesas através da Internet nos celulares é tão grande que mal tenham uma dúvida a primeira coisa que fazem é buscar a resposta pelo telefone. Imagine as seguinte situação, o telefone tem um scan de códigos de barra e você está andando pela rua e vê um pôster anunciando um show da Madonna, você passa o scan pelo código e o bilhete é comprado. Outro pôster anuncia o novo CD da Madonna, você passa o scan e recebe no telefone amostras das músicas do CD, se gostar, passa o scan de novo e compra o CD que será entrega na sua casa, ou terá as músicas disponibilizadas para o telefone.
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Enfim, muitas alterações já ocorreram e ainda há muitas para ocorrer. Há muito espaço para a criatividade porque ainda há muita inovação a ser explorado.
Apresentei um resumo muito resumido das ideias todas só para dar uma noção das idéias principais.
Continuo a ler o livro, agora ele analisa as alterações no mercado de trabalho já que não estaremos mais restritos a barreiras físicas e geográficas permitindo que os empregos se tornem mais concorridos.
Fonte: O Mundo é Plano – Uma breve história do Século XXI, Thomas L. Friedman.
Ao som de: Perfil – Ana Carolina
quinta-feira, janeiro 12, 2006
O Mundo Plano
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11:09 a.m.
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sábado, dezembro 24, 2005
Keeping Christmas
Mantendo o Espírito de Natal
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Existe algo melhor do que celebrar o dia de Natal e isto é manter o Espírito de Natal
Estás disposto a…
• perdoar o que fizeste aos outros e lembrar o que os outros fizeram por ti;
• ignorar o que mundo te deve e pensar no que deves ao mundo;
• colocar os teus direitos em segundo plano e os teus deveres à meia distância e as suas hipóteses de fazer um pouco mais do que o teu dever em primeiro plano;
• ver que os homens e as mulheres são tão reais quanto você é e tentar olhar além dos rostos para os corações famintos de alegria;
• conscientizar-se de que provavelmente a única boa razão para a tua existência não é o que vais obter da vida, mas o que vais dar a ela;
• fechar o teu livro de reclamações contra a gestão do universo e procurar em torno de ti um lugar onde possas semear umas poucas sementes de alegria.
Estás disposto a fazer estas coisas mesmo que por um dia? Então és capaz de manter o Espírito de Natal.
Estás disposto a…
• olhar para baixo e considerer as necessidades e desejos das crianças pequenas;
• lembrar da fraqueza e da solidão das pessoas envelhecendo;
• para de perguntar o quanto os teus amigos te amam e perguntar a si mesmo se os ama o suficiente;
• suportar na mente o que outras pessoas tem que suportar no coração;
• tentar entender o que aqueles que vivem na mesma casa que tu realmente querem sem ter que esperar que eles te digam;
• arrumar a tua lâmpada de forma a ela dar mais luz do que fumaça e carregá-la a tua frente de forma a que a tua sombra fique às tuas costas;
• fazer uma sepultura para os teus maus pensamentos e um jardim para os teus sentimentos gentis com o portão aberto.
Estás disposto a fazer estas coisas mesmo que por um dia? Então és capaz de manter o Espírito de Natal.
Estás disposto a…
• acreditar que o amor é a coisa mais forte do mundo -
• mais forte que o ódio, mais forte que a maldade, mais forte que a morte -
• E que a vida abençoada que começou em Belém mil e novecentos anos atrás é a imagem e o brilho do Eterno Amor?
Então és capaz de manter o Espírito Natal.
E se és capaz de mantê-lo por um dia por que não sempre?
Mas, nunca serás capaz de mantê-lo sozinho.
Henry Van Dyke
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9:55 a.m.
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quinta-feira, dezembro 15, 2005
Era da informação
Certamente o acesso à informação nunca foi tão fácil quanto agora, na era da Internet, mas esta facilidade muitas vezes agrava o problema, agora há tanto informação e muitas são tão contraditórias que a gente nem sabe em quem acreditar.
Falando em informação contraditória. Alguns artigos sobre fortalecimento da memória mandam não criarmos listas com coisas a fazer já que isto nos tiraria a necessidade de exercitar e melhorar a memória ao recorrermos a ela em vez de recorrer a uma lista. Já os textos sobre gestão de tempo mandam a gente criar uma lista de coisas a fazer. Portanto, quem pedir auxílio para gerir o tempo arriscará a memória.
Comecei isto para falar sobre o livro que li há pouco, Freakonomics, e o que estou lendo agora, State of Fear, mas resolvi deixar para depois, vou terminar o State of Fear primeiro.
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- Pai, se durante o dia as plantas produzem oxigénio e à noite elas o consomem, qual o problema de cortarmos todas as árvores da floresta Amazónica?
- Acho que isto é coisa do Governo para não ter que se preocupar com os Índios tirando o glamour das sandálias Havainas.
- É verdade que o aumento no superávit é resultado da exportação de Havainas?
- Acho que sim. E também das modelos.
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12:14 p.m.
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quarta-feira, dezembro 07, 2005
"E viveram felizes para sempre..."
Primeiro parágrafo da manchete de capa do jornal Metro de ontem: “Os portugueses já não são “felizes para sempre”. Entenda-se: divorciam-se cada vez mais, contrariando a frase que remata os contos de fadas. E arriscam menos dar o nó.”
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5:08 p.m.
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sexta-feira, dezembro 02, 2005
Quem cortou a barba do Papai Noel?
Pôxa, lá vem o Natal de novo.
Quase me dá vontade de dizer, “Putz, como este ano passou rápido!” Mas, quase todos os dias alguém me diz isto e eu me pergunto: todos os anos as pessoas dizem que o ano passou rápido, será que os anos estão ficando mais curtos mesmo ou se a gente já pegou mania até de reclamar do tamanho do ano.
Enfim, Natal de novo, o pior é que nem gosto muito de Natal. Será que foi por que eu cresci?
Ontem estava em casa montando a árvore de Natal e o meu filho, que só tem dois anos, achou o máximo, participou em tudo pendurando bolas, fitas, luzes, montando presépio e achou tudo divertidíssimo. Então fiquei pensando que eu também gostava do Natal assim.
Lembro que o Papai Noel era alguém conhecido vestido e lembro de saber quem era a pessoa vestida, mas mesmo assim morrer de medo, isto que eu era uma criança relativamente bem comportada. Era como se a roupa de Papai Noel transforma-se a pessoa. Acho que ainda carregamos um pouco disto hoje achando que as pessoas que usam terno merecem mais respeito ou que as que tem formação académica são mais bem educadas, quando educação é uma coisa que geralmente se traz de berço ou aprendemos quando olhamos para os outros e os vemos como seres humanos dignos, iguais a nós, ou quase iguais.
Muitos criticam o Natal de ter se tornado muito comercial, mas sempre lembro dele assim, na verdade a parte que mais me interessa era a comercial, eu queria era ganhar presente.
Não lembro de ganhar muitos presentes na minha infância, na verdade nem lembro muito da minha infância. O que lembro mais claramente foi o último Natal que passei perto do meu avô e ganhei dele uma agenda e um livro. Lembro das apresentações de Natal que fiz na Igreja e das peças na escola onde eu sempre condenava o pobre Jesus ou lavava as minhas mãos. Uma vez foi Pilatos e na outra fui Herodes.
A ceia de Natal é boa, a família reunida é legal, mas eu não sinto toda aquela emoção da infância, porém não vou estragar o Natal do meu filho sendo um chato, vou tentar fazer o melhor Natal para ele.
Ah, tenho uma outra memória de Natal, na verdade não é bem uma memória.
Minha mãe tinha uma máscara do Papai Noel que era escondida quando o personagem se retirava, mas houve um determinado ano em que alguém, maliciosamente, cortou a barba do Papai Noel. Acho que um dos meus irmãos foi responsabilizado e levou uma surra. Geralmente lá em casa quando o assunto é Natal alguém questiona quem foi que cortou a barba do Papai Noel, o meu irmão que “pagou o pato” continua negando e, de uns tempos para cá, passaram a me acusar porque eu sou o menor. Sinceramente não faço ideia se eu cortei, eu era muito pequeno na época, na verdade lembro de pouca coisa que aconteceu antes dos meus cinco anos, depois dos cinco lembro cada vez menos, talvez por conveniência.
Agora que lembrei desta barba do Papai Noel aparada, lembrei da nova imagem do Lula com a barba mais curta e acho melhor parar, tenho medo de começar a falar demais e com a velocidade que o tempo está passando acabar de escrever isto só nas Páscoa ou pior, nas próximas eleições.
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5:36 p.m.
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segunda-feira, novembro 21, 2005
Comprometer-se
Engraçado como a gente se habitua as regras sem questioná-las esquecendo-se que o tempo passa e as coisas mudam. Nos acostumamos a ouvir gente dizendo, “eu sou assim” e passamos a acreditar que o ser humano não muda, que o que era verdadeiro ontem ainda o é hoje e vai continuar a ser amanhã. Assim, quando nos deparamos com alguma situação no futuro que nos force a mudar ficamos completamente perdidos e remamos contra a maré em vez de aproveitar e evoluir.
Nesta crença de que não mudamos. Acabamos nos envolvendo ou não nos envolvendo com outras pessoas sem lembrar que o futuro pode alterar as circunstâncias atuais. Acabamos criando armadilhas para nós mesmos e depois sofremos muito para sair delas ou não saímos e acabamos maltratando-nos ou maltratando aqueles que nos cercam.
Li umas ideias interessantes sobre este assunto num livro no final de semana passado. Falava sobre esta nossa falta de capacidade de entrar num relacionamento com a consciência de que não nos conhecemos assim também e por isto precisamos dar espaço para o inesperado no futuro.
Costumamos nos comprometer com outra pessoa assim como somos hoje e aceitando a como ela é. Ao mesmo tempo comprometemos uma parte de nós que não conhecemos e que ainda está por vir, uma parte que ambos ignoramos. Comprometemos no nosso futuro uma parte desconhecida de nós mesmos com uma parte desconhecida da outra pessoa.
Esquecemos que existe uma parte de nós que nos é desconhecida, uma parte imprevisível, incontrolável que no futuro poderá nos ligar mais fortemente ou nos separar. Mas, acabamos comprometendo também está parte.
Num relacionamento ambos tem que ter consciência que estão comprometendo, agora no presente, uma parte de si que ambos conhecem que são capazes de dar a conhecer. Podemos comprometer o que somos hoje e o que seremos no futuro se evoluirmos hoje e tivermos as nossas capacidades ampliadas pelo outro. Mas, precisamos ter consciência de que o compromisso precisa nos permitir que sejamos fiéis a nós mesmos.
Talvez, se tivermos consciência destas mudanças que podem ocorrer e da evolução que teremos como casal até que os nossos caminhos se separarem por qualquer motivo que seja, morte ou evoluções em sentidos diferentes, as nossas relações não acabem com um sentimento tão grande de fracasso.
Livro Citado: A Coragem de Ser Autêntico, de Jacques Salomé.
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Cicero
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5:47 p.m.
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